INconformidade com este mundo estando no mundo: O jovem perante o desafio diário de não se corromper
Texto base: Rm 12;2
1. Introdução:
1. Introdução:
Nos dias atuais vem
crescendo a cada dia mais a iniquidade e a perseguição aos cristãos. Há uma
inversão de valores na sociedade em relação ao padrão de vida cristão, o que
afirmamos ser errado o mundo adota como correto motivo pelo qual sermos
perseguidos por não pensarmos da mesma maneira. A manipulação das leis que
afronta a moral cristã já é uma realidade vivenciada em nosso pais abrangendo
areas como a educação, com a teoria de gênero e a adoção das filosofias
comunistas nas salas de aula que doutrina os estudantes a acreditarem que Deus
é uma invenção dos homens negligenciando o Criacionismo, e a adoção do
casamento homossexual como algo normal e passível de prisão a quem discorda de
fazer são estratégias de Satanás para afrontar a nossa fé.
Mediante todas essas
coisas, há uma difícil batalha de um cristão, sobretudo aos jovens, conservar a
sua fé com o mundo oferecendo os melhores pratos de prazeres carnais na
tentativa de desvia-los do caminho rumo a Nova Jerusalém.
2. Daniel: um exemplo de
inconformado com o mundo
No capítulo 1 do livro de
Daniel relata a invasão do rei babilônico Nabuconosor a Jerusalém levando como
cativo todos os jovens que possuíam boa aparência e sabedoria para que fossem
ensinados todas as doutrinas e costumes dos caldeus (Dn 1;4). Neste contexto
aparece Daniel que não aceitou ser corrompido pelos prazeres e as comidas da
Babilônia (Dn 1;8) e a atitude de conservar sua identidade apesar do risco de
morte com a não submissão as leis babilônicas fez com o que despertasse a
inveja de pessoas ligadas ao rei Dario (Dn 6;7,10-13,16) neste raciocínio
observamos que uma pessoa com intimidade com Deus é passível de sofrer
perseguições com a edição de leis com o objetivo de afrontar a fidelidade as
leis divinas e a oração é uma ferramenta de combate ao inimigo.
Muitas vezes sofremos
perseguição pelo que cremos, nos ambientes acadêmicos e de trabalho, e apesar
das humilhações por causa do que somos mas devemos sempre não deixar que o
mundo faça semente em nossos corações resplandecendo e ser o sal da terra para
a sociedade corrompida (Mt 5;13).
A inconformidade consiste
em não se deixar dominar pelo sistema do mundo em nossas vidas não se
intimidando com a opinião que tentam nos desviar do que acreditamos como
correto e interferir na nossa ligação com Deus (1 Co 15;33)
3. Obras da carne e a
conformidade com o que o mundo oferece
Paulo escreve em sua
epistola aos gálatas no capitulo 5 onde contrasta as obras da carne e o fruto
do espirito. As obras da carne são compreendidas como toda as práticas que o
ser humano realiza conforme os prazeres do mundo, e uma vida baseada nesses princípios
que o mundo oferece conduz na não herança da salvação (Gl 5;19-21). O crente
após a decisão de aceitar a Jesus como salvador passa por um processo de
mortificação das velhas práticas sendo revestido pelo Espirito Santo que
realiza a transformação radicalmente (Rm 8;8-10, 2Co 5;17, Gl 6;15)
A conformidade com o
mundo tem que ser combatida no meio cristão, não deixando que os costumes do
mundo entrem nas nossas congregações. Há um pensamento de alguns líderes que
para trazer as pessoas não evangélicas temos que adaptarmos os nossos métodos
de evangelização e o jeito de conduzir os nossos cultos onde muitas vezes
inserindo atitudes que evidenciam as obras da carne.
No livro das Revelações,
João escreve as palavras de Cristo para as sete igrejas da Ásia Menor
advertindo cinco delas onde as obras da carne eram praticadas aceitando
ensinamento de heresias (Ap 2;6,15) e o pecado (Ap 2;20-22) além de evidenciar
na igreja de Sardes a morte espiritual de muitos (Ap 3;1) entretanto havia um
remanescente que não compactuava com o pecado mantendo a humildade e a
santidade (Ap 3;4). O objetivo dessas sete cartas, que abrange os capítulos 2 e
3, é mostrar que há uma tendência de que haja uma acostumação ao erro,
aceitando os ensinos falsos e aceitando aos poucos o padrão não-cristão que é
base da moral do mundo; a solução para que não nos conformemos com o modo
anticristão é ouvir a voz de Deus (Ap 2;7) tendo como centro a adoração a
Cristo e buscar a renovação espiritual (Ef 4;22-24, Rm 12;2, 2Co 4;16-17).
4. A relação do crente
com o mundo
A atitude do crente em
relação ao mundo é compreender que somos turistas que passamos uma breve
temporada (Hb 11;13, 1Pe 2;11) e que não somos propriedades do sistema mundano
(Jo 15;19) não tendo prazer no que o mundo dita (1 Jo 2;15) combater
veementemente as atitudes que geram a iniquidade (Hb 1;9) que nos levam a
destruição da nossa comunhão espiritual com Deus. Não devemos nos dobrar aos
pensamentos que fogem a sã doutrina e que devemos aperfeiçoar através do estudo
da palavra de Deus para combater o sistema de pecado em nossas igrejas onde
devemos sempre reconhecer que somos pecadores (Rm 5;8, 1 Tm 1;15, Gl 3;22) e
que o sacrifício de Cristo mediante a fé nos traz a salvação (Hb 10;10). A
rejeição ao mundo revela que o crente é separado por amor a Cristo (1 Pe 2;9,
Ef 1;3-4, Dt 14;2, 2 Ts 2;14) que negligencia todos os prazeres carnais
praticando e evidenciando assim o fruto do espirito (Gl 5; 22).
A perseverança em Cristo
nos renova a cada momento para que possamos vencer as tentações do mundo cabe a
todos nós termos sede de buscar o revestimento do Espirito Santo diariamente (At
1;8, 2 Tm 1;7, 1 Co 4;20).
Nesse mundo o genuíno
cristão está sujeito a passar por lutas (Jo 16;33) em todas as áreas pessoais,
sendo odiado e perseguidos pela sua conduta (Mt 5;10-12, Jo 15;19) mas o que
está dentro dele não abala sua fé (Hb 11;1, 1 Jo 5;4, 1 Co 2;5; Gl 2;20).
Portanto se as lutas que você está passando pela sua fé está tão grande não
desista, isso faz parte para nos fortalecermos cada dia mais nossa comunhão com
Cristo (1 Pe 5;9-10; Cl 1;10-12; Ef 3;16-19, Fp 4;13; 2 Ts 3;3; 2 Co 12; 7-11)
Autor: Bruno Rafael
Guimarães Jatobá
Referencias
Almeida, J.F. Bíblia de
Estudo Pentecostal – Antigo e Novo Testamento, CPAD, 1995.
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