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A observância ao que falamos: o cuidado com as nossas palavras


Texto base: Pv 16.21-24, Tg 3.1-8
1. Introdução:
O devido cuidado ao que expressamos, através da nossa língua, é um desafio que enfrentamos diariamente em todas as situações da nossa vida e que devemos ter em vigiar o uso correto das palavras que ora podem ser para edificar a vida das pessoas a nossa volta, ora acarretar na destruição do nosso próximo.
Vemos atualmente o mal uso da língua na sociedade que convivemos em que muitos relacionamentos são quebrados pela não vigilância das palavras, tragédias acontecem por uma simples discussão, bem como no meio congregacional onde ministérios, que seriam prósperos, são interrompidos pela falta de discernimento com as palavras utilizadas no ensino das sagradas escrituras.
A edificação de vidas através do bom uso da palavra mostra a excelência de um cristão verdadeiro em poder usar a experiência com Deus ao próximo através do aconselhamento que pode ser evidenciado por meio da prática do que se declara verbalmente onde tudo o que falamos revela o que realmente somos.
2. Forma de conduzir o que falamos:
O bom uso da língua consiste em utiliza-la em adoração a Deus, seja na forma de louvor seja na transmissão da bondade do Senhor a outras pessoas que estão a nossa volta, e no ensino da palavra. Como instrumentos de Deus, devemos usar as nossas palavras para ajudar nossos irmãos em Cristo na forma de exortação e conselhos defendendo nossos princípios e vigiando a nossa língua. A verdadeira adoração é uma excelente forma de usar nossa boca para engrandecer a Deus (Hb 13.15; Sl 89.1,15; Jo 4,23).
E de que formas podemos aplicar isso:
a) Evitar palavras ou expressões sem medir consequências: O rei Salomão deixou claro que a pessoa prudente deve se afastar das “multidões de palavras” as quais fazem com o que impede a compreensão do perigo na não observância do que falamos (Pv 10.19 e 13.3).
b) Evitando a maledicência: O uso da língua para amaldiçoar outra pessoa não deve passar na mente de um cristão autêntico. Tal pratica é abominável pelo Senhor (Pv 6,16-19) inserindo neste contexto a rivalidade entre os irmãos. Devemos abençoar todos a nossa volta pois todos somos a geração eleita pelo nosso Deus (Gn 12.2-3).
c) A resposta do Senhor em nossas bocas: Somos sempre dependentes de Deus para a concretização dos nossos planos. Devemos sempre considerar em todas as nossas palavras a vontade do Senhor imperando em nossos caminhos e decisões (Pv 16.1-6).
d) O temor de Deus em nossas atitudes: A reverência à soberania do Senhor (Pv 14.27) revela um coração sábio e humilde fazendo com o que transmitamos para as pessoas mais próximas onde a nossa forma de nos comportar possa influenciar fazendo com o que sejamos um modelo de vida a ser seguido. O profeta Jó foi um exemplo de homem sábio e temente a Deus que apesar do que ocorreu em sua vida onde as adversidades não fizeram com o que ele se afastasse da presença do Senhor deixando um belo exemplo de vida ao longo do seu livro (Jó 28.28). O temor ao Senhor é um marco de divisão de quem realmente segue a sabedoria divina em suas atitudes e os que desprezam (Pv 1.7,29).
3. Salomão: a excelência de conselheiro
A abordagem de Salomão acerca desse tema ele se utiliza do diálogo de aconselhamento de alguém já experiente ao longo da vida para uma pessoa inexperiente e que ainda vai passar por acontecimentos que serão necessários para suporte na finalidade de tomar decisões essenciais na vida. (Pv 1.8,10,15; 3.1,1; 5.1,20;7.1) onde os conselhos de pessoas com idade mais avançada são essenciais para o crescimento da vida dos mais novos (Jo 12.12; 1 Pe 5.5).
4. Tiago: dialogo para os mestres
Tiago utiliza de forma direcionada à aqueles que desejam ser "ensinadores" da bíblia, inserindo neste contexto os pregadores, pastores, lideranças congregacionais e professores da EBD, em que devem obedecer ao que estar escrito na palavra de Deus (Tg 2.1) evitando que abordem linhas de pensamento fora da sã doutrina onde se insere os ensinos de seitas e fantasiosos (1 Tm 6.3,4). Ao longo de sua abordagem, ele descreve, de forma simbólica, características em que a língua pode ser bem ou mal utilizada e suas consequências (Tg 3.1-12).
Conclusão:
Finalizo esse texto, com o desejo de que venhamos sempre estar vigilante em nossas atitudes expressadas através das nossas palavras e que sejam utilizadas para sermos instrumentos de Deus a todos que fazem parte da nossa vida e com isso sejamos influenciadores da atual geração buscando sempre a sabedoria divina em tudo o que declaramos.
Referências Bibliográficas:
Almeida, J.F. Bíblia de Estudo Pentecostal – Antigo e Novo Testamento, CPAD, 1995.
Gonçalves, J. Sabedoria de Deus para uma Vida Vitoriosa. Lições Bíblicas – Jovens e Adultos (4º Trimestre), CPAD, 2013.
Autor: Bruno Rafael Guimarães Jatobá

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